Agronegócio e biocombustíveis: uma mistura explosiva
Impactos da expansão das monoculturas para a produção de bioenergia
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O Brasil já é grande produtor de álcool, óleo de soja e car vão vegetal. Boa parte desta produção vem sendo direcionada, de forma crescente, para o mercado externo. O regime de monocultura sob o qual são cultivados estes bens, no entanto, tem resultado em grandes prejuízos para a sociedade e o meio ambiente no Brasil. A concentração da propriedade da terra, da riqueza e da renda, a destruição de florestas, a contaminação do ar, do solo e das águas, a expulsão de populações rurais são as marcas que este modelo de produção vem espalhando sobre o território, ao longo de nossa história. Para que estas novas fontes de energia mereçam ser chamadas de limpas, renováveis
ou sustentáveis, novos padrões de produção e de consumo precisam ser adotados. E, do cultivo à comercialização, a agricultura familiar deve ocupar o papel principal. Contrastando com o modelo devastador do agronegócio, novas práticas econômicas sociais e ambientais vêm sendo ensaiadas. Caso recebam o estímulo necessário, elas podem se transformar no combustível para a democracia e a justiça social que o Brasil tanto precisa.
ou sustentáveis, novos padrões de produção e de consumo precisam ser adotados. E, do cultivo à comercialização, a agricultura familiar deve ocupar o papel principal. Contrastando com o modelo devastador do agronegócio, novas práticas econômicas sociais e ambientais vêm sendo ensaiadas. Caso recebam o estímulo necessário, elas podem se transformar no combustível para a democracia e a justiça social que o Brasil tanto precisa.