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Cercado de desconfiança após o pedido de demissão da ex-ministra Marina Silva, que presidia a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CDB) e era considerada por todos uma peça-chave nas negociações ambientais multilaterais, o governo brasileiro acabou se tornando alvo das organizações do movimento socioambiental nacional e internacional devido as suas posições frente a temas como os biocombustíveis. Isso tudo aconteceu durante a COP9 ( (9o Encontro das Partes da Convenção de Diversidade Biológica), mas a verdade é que o modo como a política de produção dos biocombustíveis vem sendo conduzida no Brasil já é motivo de crítica há algum tempo. Leia abaixo a polêmica dos agrocombustíveis e a CDB e também o texto sobre uma plenária do Planet Diversity e que trata da suposta relação entre os biocombustíveis e a atual crise dos alimentos. Além disso, a Fundação Heinrich Böll vem apoiando diversas publicações sobre o tema. Uma delas, "Construindo a soberania energética e alimentar", mostra três exemplos de produção descentralizada de energia, a partir da biomassa, como uma alternativa ao modelo baseado na monocultura. A outra, "Agrocombustíveis e a agricultura familiar e camponesa", é resultado de um seminário realizado pelo GT Agricultura da Rebrip e que tinha como objetivo o intercâmbio de informações, a formação de opinião crítica e a definição de planos e estratégias para a sociedade civil.
Baixe as duas publicações aqui: » Construindo a soberania energética e alimentar » Agrocombustíveis e a agricultura familiar camponesa
Os agrocombustíveis e a CDB
No dia 20 de maio, segundo dia da COP9 um dos temas discutidos na plenária foi o impacto dos agrocombustíveis à biodiversidade. Durante a seção, o governo brasileiro afirmou que a produção de etanol no Brasil é sustentável do ponto de vista ambiental e gera “1 milhão de empregos diretos, e pelo menos 4 milhões de indiretos”, e que, no contexto da crise alimentar atual, “o etanol gera empregos e renda para que estes trabalhadores possam comprar alimentos”. Continuando a leitura da posição brasileira sobre o tema, no momento em que foi dito que “o princípio da precaução não deve ser aplicado à produção de agrocombustíveis”, houve uma vaia equânime do plenário. [Leia mais]
Agrocombustíveis e a crise de alimentos no mundo: qual a verdadeira relação entre estes dois temas?
A plenária sobre agrocombustíveis durante o Planet Diversity (evento da sociedade civil e que ocorria paralelamente à MOP4), começou com falas para desmontar o discurso de que esta tecnologia seria um dos motores para a suposta crise de alimentos atual. Não por uma questão de defesa desta forma de produção de energia, mas para afirmar que não há escassez de alimentos... [Leia mais].
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